quinta-feira, setembro 06, 2007

Junta-te á A.P.B.P.D. porque tu podes fazer a diferença

Olá, desta vez venho aqui expôr a ideia da criação de uma associação cultural. Considero que certos aspectos da vida social dos jovens Portugueses e dos jovens do mundo civilizado em geral têm sido mal-dirigidos, umas vezes por inépcia outras por cretinice auto-admitida. Não venho aqui no entanto lançar culpas ou procurar responsáveis, venho isso sim apresentar a Associação Pró Bailarico Pimba na Disconaite (A.P.B.P.D.). Não deixando de tirar o mérito e valor ao techno, house, trance e etceteras de musica electrónica acho que faz falta uma música mais humana na pista (pop dos 80s não é mau mas também não serve), faz falta uma música mais intimista, uma música que torne natural o acto de chegar a uma gaja boazona e dizer :
-Boa noite, a menina dança?
E depois pronto, se ambos se entenderem a dançar então o céu é o limite. Quantas vezes não nos aconteceu estarem ao pé de uma rapariga nada de deitar fora ouvindo o techno e cada um catrapisca o outro sem que o outro se dê conta (pq está escuro), depois há uns roçares "acidentais", um ou outro ainda fica na zona algum tempo e depois um deles desiste e vai-se embora, E PRONTO PERDEU-SE ALI UMA QUECA O QUE É IMPERDOÁVEL!!!
Com música pimba pode-se dançar agarradinho, pode-se falar à vontade e em caso de dúvida aperta, aperta com ela, todo um mundo de diferença.

Ora com a criação da dita associação podíamos sensibilizar os empresários da noite, dar a conhecer a pimbalhada pelo mundo afora, mudar as mentes dos jovens, sublimar o engate de disco, beber tintol como se nada fosse na disco....

-Eu tenho um sonho, um sonho em que vou a Ibiza e canto na pista "A garagem da vizinha", um sonho em que Quim Barreiros é mais famoso que o DJ Tiesto, um sonho em que José Malhoa está no nº1 do MTV, eu ainda tenho um sonho....

Meus amigos está nas nossas mãos mudar o presente, dar aos nossos filhos um futuro digno de ser vivido, pessoas em todo o mundo querem mudar e apenas precisam que as guiem, está nas nossas mãos levar a cabo a maior cruzada socio-cultural que o planeta algum dia presenciou, eu sei que não será fácil, e alguns de nós não chegaremos ao fim mas apenas vos posso dizer isto:
-Se lutarem podem morrer. Fujam e poderão viver pelo menos um pouco mais. E estando no leito da morte daqui a muitos anos, não estariam dispostos a trocar todos os dias de hoje até esse dia por uma oportunidade, apenas uma oportunidade para voltar aqui como homens e dizer aos nosso enemigos que PODEM-NOS TIRAR A VIDA MAS NUNCA NOS TIRARÃO A NOSSA LIBERDADE!!QUEM ESTÁ COMIGO??

Ah e já agora leiam o Decreto-Lei nº594/74 de 07.1 que comporta a legislação referente ao associativismo.

4 comentários:

Anónimo disse...

A minha primeira questão é:
quem raio é o DJ Tiesto?!

Em relação à APBPD, eu estou totalmente contigo.
Vou já começar a pensar num logotipo e brevemente teremos um site.

Quanto ao decreto lei... eu tinha a experiência da minha tuna quando criámos uma associação cultural... e aquilo dá trabalho cumó carago...
Será que não podíamos manter a associação na clandestinidade? Dava menos trabalho...

Por outro lado... até curtia envolver-me assim numa cena a sério... uma verdadeira associação de luta por uma realidade social melhor... algo que fosse tão... humilhante (no bom sentindo) que não fosse digno de ser colocado num Curriculum Vitae...
Sinto dentro de mim a vontade de ir para a frente com isto. Mas é para ser levado a sério. Sinto uma criança nascer dentro de mim...

E agora temos o Terreiro do Paço liberto de carros ao Domingo... podemos fazer manifestações... quem sabe aparecer num programa de televisão...
Talvez no programa do Alvim... até já o Barbas e o taxista foram convidados dele... e estavam bêbados... porque é que nós não podemos ser??!!
A partir do momento em que formos uma associação, temos credibilidade para tudo...

Oh meu Deus... quantas noites eu já perdi devido à falta do bailarico...

Ranzine - Simplesmente disse...

Oh!! Meu Deus...
Este Homem está on-fire...

Grande post, não só pela originalidade e extrema importância do tema, mas pelas mais variadas referências nele contido a filmes como o Bravehart, Martin Luther King... o que sustenta de uma forma vigorosa esta tese.

Quanto à dita associação não sei se será a melhor maneira de fazer passar o conceito... uma vez que isso envolve também os gostos musicais de cada um, e aquilo que tu idealizas é também a mudança dessas mesmas preferências.

Eu pessoalmente não sou um total pro-pimpa...(o chamado TPP), mas acho de facto que se há uma notite de trance ou de house ou de outra cena qualquer também havia de haver uma noite de pimba... com tintol e couratos assados no carvão a acompanhar...

Mas há outro aspecto que te escapou , caro Magnífico... existem discotecas de Kizomba, (música Africana) em que se cultiva e bastante a dança. Nunca fui a nenhuma, mas tenho as minhas fontes. Nessas discotecas é considerada uma ofensa não dançar ou a recusa de dançar. E como é do domínio público existem uma panóplia de discotecas em Lisboa e no resto do país.

Portanto para mim a formar-se uma associação, que seja a propalada, ABP(Associação dos Bigodes Portugueses).

Há alguma coisa que se compare ao acto de enrolar as pontas do Bigode????

Magnífico engenheiro disse...

Meu caro Ranzine (não sei de onde tiraste este nome mas é giro) a APBPD existiria precisamente não para mudar a mentalidade das pessoas mas sim para a expandir.

Em relação ao Kizomba, confesso que nunca dancei, gostava aliás de experimentar mas ainda não se proporcionou, no entanto talvez não seja resposta que procuro.

Não quero que deixem de curtir música electrónica ou Kizomba quero que também se possa curtir pimba (e quando digo pimba pretendo música de bailarico) e acredito que muita gente menospreza a música popular Portuguesa porque a vê como algo antiquado, algo dos nossos avós, música que só se ouve nas aldeias de interior de gente rude e inculta tão bem humorizados por certos comediantes. Resumindo creio que o bailarico está "fora de moda" para muita gente. Mas o bailarico em si é uma faceta indelével da nossa herança cultural, esteve sempre nos hábitos do nosso povo e posso até arriscar que ir dançar para o arraial beber uns copos e comer umas entremeadas é algo que nos torna Portugueses (além de ser bem divertido, pelo menos para mim), e nesta época de novas tecnologias, de MTV, da globalização e homogeneização cultural não valerá a pena tentar recuperar esta tradição? Realmente não acredito que esteja a forçar as pessoas a gostar de pimba, estou isso sim a dar-lhes a oportunidade que nunca tiveram de poder aproveitar o pimba . È como uma criança que não gosta do sabor do queijo, ou da cerveja ou vinho mas que aprende mais tarde a apreciar esses paladares.

Bruce King of the Hood disse...

É isso mesmo camarada engenheiro. Viva os bailaricos e festas populares, abaixo a MTV! Vamos incendiar os estúdios desses grandes animais capitalistas!