Venho aqui para denegrir uma palavra cuja precisão prima por uma concentração equiparável a de um raio laser, uma definição conceptualmente tão específica que efectivamente torna-se por imperativo lógico impossível de utilizar.
Falo como já devem suspeitar da palavra agora, usada para definir um momento específico no tempo, depressa se percebe que assim que acabamos de proferir esta palavra o momento já passou e o que quer que tenha sido dito perdeu a validade, aliás nunca chegou a ter validade pois a partir do momento que alguém o pensa ate o dizer o agora perdeu a validade. Então porque usar tal absurdo de palavra? Suspeito que derivado da arrogância própria da espécie o homem julgou poder definir o tempo ate á sua unidade elementar, mas obter o quanta da 4ª dimensão não passa de uma quimera, o tempo é continuo e transiente e o homem originalmente apenas tem capacidade para compreender valores discretos e limitados. Sejam racionais e esqueçam um agora que nunca existiu.
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