Pois é meus amigos... Ontem, se quisesse ter desgraçado uma familia tradicional francesa tinha-lo feito, mas como estava com relativa pressa e sou provedor, tal feito não se coexistia bem com o meu papel neste ilustre blog e com os meus valores morais bem elevados.
Reza a história que, nos meus afazeres da vida e sentado no metro, com um banco da frente muito recentemente avagado, mas infelizmente o do lado preenchido por um individuo de nacionalidade duvidosa, e encontrado-me eu aborrecido como não havia à muito, eis (ora aqui está o que esperavam), eis que entra, e o conceito que aqui deve ser usado é o de flausina, então uma flausina (a repetição impôe-se), com uma blusa assim para o bem decotada sem mostrar muito (também pouco existia para mostrar), mas bastou alguns olhares para perceber o estilo pouco ortodoxo de engate e senta-se no banco que se encontra na minha frente ficando directamente de frente para o tal individuo. Convém mencionar por esta altura que se nota a aliança gigante que tal personagem porta no dedo anelar da mão esquerda... Bom, a madame nota que, para aliviar o enorme aborrecimento em que me encontro, lhe vou deitando uns olhares curiosos, e eis que ela se me apresenta um gesto pouco característico nestas mulheres que se encontram, digamos, casadas. Este gesto simples consistia num ajeitamento natural do decote, mas feito de tal modo que era permitido, a quem quer que olhasse, ver o que havia para haver. A questão é que, podendo eu ter falhado tal acontecimento, repete, e não satisfeita, volta a repetir. É então que, com os seus olhos verdes, grandes, a arder de desejo e paixão, olha-me bem nos olhos, como que afirmando: "Do que nos encontramos à espera?". Olhando para os meus olhares, pois continuo um comum mortal, decide continuar a investida, mudando-se para o banco ao lado e ficando assim de frente para mim (não, não era para sair na proxima estação, pois só saiu após mais duas) e repete os mesmo gesto uma, até duas vezes mais, assegurando-se que o património foi bem mostrado. Após esta pequena demonstração sai e eu prossigo rendido a novo aborrecimento.
Este pequeno relato é uma amostra do que não é aqui relatado e apenas serve para verificar a razão de Alecsandro, o Grande. Agora imaginem o que se passa nos bastidores...
P.S. Os factos desta história foram alterados de forma a não chocar os leitores mais sensíveis (se os houver), de modo que há que considerar esta uma versão suave.
domingo, setembro 17, 2006
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6 comentários:
Entao e tu não aproveitaste logo a ocasiao para o intercâmbio cultural??Nem pareces Engenheiro da Ubi, nós estamos sempre prontos a um agradável intercâmbio cultural com qualquer gaja boa estrangeira ou nacional ou ambas.
Às tantas era uma chaimite... mas não te preocupes... as gajas boas hão-de vir... se eu não tivesse a certeza que elas (as gajas boas) nascem na Polónia, até dizia que elas nasciam na França...
:D
Diverte-te :D
Um pensamento ocorreu-me à mente: existem famílias tradicionais na França?! :o
Pensava que era tudo do género:
pai gay, mãe ninfo, filha stripper;
pai corno, mãe prostituta, filha nerd;
pai engravida filha que era adoptada;
pai senegalês, mãe turca e filha asiática;
...
e assim sucessivamente...
Efectivamente existem familias tradicionais na França, mas são tradicionais à Francesa, não tradicionais à Portuguesa. Um exemplo simples de uma familia tradicional francesa, seria o facto de o pai ser, ao mesmo tempo, avô, de nacionalidade marroquina e travesti nas horas vagas, a mãe ser asiática e o filho, que daqui a uns meses será uma filha.
LoL
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