Ultimamente pôde-se assistir a greves de professores por causa da reivindicação de alguma importante questão, não sei qual seria, mas seria certamente importante para justificar 2 dias sem trabalhar pegados a um fim de semana já de de si enriquecido com um feriado na outra ponta. Além do ensino há outros sectores que periodicamente organizam greves como forma de protesto contra as políticas do actual governo. Se há coisa que detesto é mesmo conversas de política, chego a considerar tirar macacos do nariz um passatempo mais útil e agradável, por isso não receiem que isto não vai putrefazer-se numa discussão política. Imagino que estas greves algum efeito devem ter sobre o governo, daí a razão de se fazerem, no mínimo deve ser chato para o 1º ministro quando há alguma greve a decorrer pois esta greve é efectivamente uma acusação pública de incompetência ao governo, isto obviamente é incomodativo e há-de prejudicar os afazeres normais do 1º ministro.
Por isso lembrei-me, E SE o 1º ministro decidi-se que com estas greves não tinha condições para trabalhar e portanto entrava ele próprio em greve até que os professores voltassem ao trabalho? Certamente que o direito á greve está desde o 25 de Abril salvaguardado a qualquer trabalhador, pelo que não haveria nenhuma ilegalidade em o 1º ministro fazer greve, e dado que as razões apresentadas diferem em alcance e não em forma das dos professores então é perfeitamente justificável.
Obviamente se nem um nem os outros desistissem da greve então o país ficaria numa situação deplorável, sem governo e sem ensino. E claro que esta situação iria ser muito prejudicial a pessoas sem relação com o governo ou com a Fenprof, pelo que em breve outros grupos de pressão entrariam em greve como forma de protesto a esta condição. Dentro em breve todo o país estaria parado, e claro como existem inúmeras relações económicas entre Portugal e outros países a greve acabaria alastrando como um vírus ao resto do mundo civilizado. E certamente não preciso de dizer os inconvenientes em tal situação.
Isto aconteceria porque o conceito de greve está inerentemente errado:
- "se dadas condições nocivas ocorrem então tomam-se medidas para pressionar quem as pode remediar, faz-se greve"
- "fazer greve consiste fulcralmente em não trabalhar, em não fazer nada"
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- "se dadas condições ocorrem então faz-se nada"
Assim se que a figura da greve não passa de uma falácia, no entanto é tarde demais para mudar a definição do conceito. Existe a meu ver uma solução, consiste na criação num país como a China(onde não há greves!) de uma agência de consultoria governamental, á semelhança das empresas que vendem os serviços de consultores informáticos existiria uma empresa que sub-contrataria consultores para desempenhar o papel do 1º ministro quando este entrasse em greve, este consultor não teria que ser inteligente/competente bastaria-lhe ceder ás reivindicações dos professores(ou qualquer outro lobby em questão) e assim impedia-se na origem o efeito dominó de consequências globais da greve.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
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